Created with Sketch.
Transportes - Pontes & Viadutos

Viaduto das Andresas sobre a VCI

Created with Sketch.
Transportes - Pontes & Viadutos

Viaduto das Andresas sobre a VCI

Created with Sketch.
Transportes - Pontes & Viadutos

Viaduto das Andresas sobre a VCI

Created with Sketch.
Transportes - Pontes & Viadutos

Viaduto das Andresas sobre a VCI

Created with Sketch.
Transportes - Pontes & Viadutos

Viaduto das Andresas sobre a VCI

SOBRE

O projeto e obra que se apresentam, partem de um desafio da Câmara Municipal do Porto de criar um viaduto que marcasse a entrada nesta zona da cidade. A nova Avenida onde se integra o Viaduto das Andresas sobre a VCI (IC 23 – Via de Cintura Interna) inseriu-se no âmbito do programa do Euro 2004 e das acessibilidades ao Estádio de Futebol do Bessa.

O grande fluxo de trânsito na mais congestionada artéria rodoviária da cidade (VCI), bem como o tempo disponível para executar o projeto e a obra, obrigaram a conceber uma solução de rápida construção e de mínimo impacto sobre o trânsito da cidade.

O viaduto das Andresas sobre a VCI foi concebido a partir do conceito de uma estrutura metálica, de modo a permitir vencer num único vão de 75 m, 105 m com viés de 45ᵒ. A sua conceção partiu de um compromisso com o próprio processo construtivo, bem como na forma de o colocar no seu lugar definitivo. A solução metálica além de ter permitido uma maior liberdade para a arquitetura, permitiu reduzir os tempos de construção, encontrou um compromisso sustentável para o processo construtivo, que em muito importava dominar.


Solução estrutural

A solução estrutural é composta por um tabuleiro rodoviário com três faixas de rodagem e passeios laterais separados fisicamente. A altura disponível à VCI obrigava a um tabuleiro inferior, apoiado nas cordas inferiores das vigas principais, do tipo treliça tridimensional com vigas secundárias exteriores, formando um “caixão transparente” com rigidez à torção que garantissem quase por si a estabilidade, mas também pela inexistência de travamentos superiores a ligar as duas vigas.

O viés de 45ᵒ da estrutura foi responsável pelo aparecimento de trações nos aparelhos de apoio das vigas secundárias. Estas trações ocorrem por transformação do momento fletor das carlingas de extremidade num binário tração/compressão. Este fenómeno foi equilibrado, por selagem destes aparelhos de apoio só após a colocação da totalidade das cargas permanentes, funcionando os aparelhos só para as sobrecargas.

As carlingas funcionam em secção mista com vãos de 11.65 m afastadas de 5 m. Ligam-se à corda inferior das vigas principais, existindo alguma continuidade de esforços. As cordas superiores e inferiores das vigas principais são unidas por diagonais formando-se uma viga tipo WARREN.

As vigas principais e secundárias são rematadas por esquadros de elevada rigidez, tendo-se tirado um partido estético destes elementos como torreões de entrada e saída da obra. São nestes esquadros que se localizam os aparelhos de apoio, concebidos propositadamente para este viaduto.

Os encontros são em betão armado, fundados em estacas de 1000 mm de diâmetro. A geometria dos encontros foi condicionada por espaço disponível de implantação mas também por uma ligação direta com os limites da estrutura metálica dos esquadros de remate.

Desafios da estrutura

A estrutura deste viaduto revestiu-se de algumas particularidades que merecem referência. Algumas destas particularidades, já foram em pontos anteriores abordadas, como o prazo de execução, a não interrupção do trânsito, a montagem e a colocação do sítio.

Um ponto de decisão na conceção da estrutura era ser capaz de executar a obra sem interromper o trânsito na VCI. Após o estudo de algumas alternativas, surgiu a ideia de montar o viaduto “ao lado” e empurrá-lo para o seu local definitivo. A solução final definida consistiu então na construção peça por peça num estaleiro próximo da zona da obra, sem interferir com o trânsito da cidade. Posteriormente a estrutura de 900 toneladas de aço foi posicionada em escassas duas horas sobre a VCI – Via de Cintura Interna, através de um sistema de deslizamento com o recurso a dois conjuntos de carros hidráulicos.

Outro grande desafio foi também o desenho da própria estrutura, pela sua tridimensionalidade e pelo uso de perfis tubulares, as intersecções das peças geravam planos de corte, difíceis de representar em modelos planos.

Factos
Created with Sketch. Ano: 
2003-2004
Created with Sketch. Cliente: 
Câmara Municipal do Porto
Created with Sketch. Serviços: 
Projeto de execução, Engenharia de estruturas, Projeto de fundações, Pontes e Viadutos, Estudos geológicos e geotécnicos, Obras de contenção, Instrumentação e Monitorização, Consultoria e assistência técnica em obra
LOCALIZAÇÃO
Porto, Portugal
Scroll Up