Cultura

Testemunhos GEG | Há cerca de 1 ano

2 Março, 2021

Há cerca de um ano, a vida do planeta mudou repentinamente. Da incerteza à investigação, do medo à dedicação, temos globalmente vindo a fazer um caminho que todos esperamos nos conduza a um novo e melhor normal. O GEG continua a procurar aplicar a sua engenharia e engenho para alcançar as melhores soluções de projeto, que deem resposta às mudanças de futuro nas cidades e edifícios. 

Hoje resolvemos olhar um pouco para o modo como as nossas equipas se ambientaram a esta nova forma de trabalhar.

O impacto na forma de trabalhar das equipas no GEG foi significativo, com a necessidade de que a grande maioria dos colaboradores teve de passar a trabalhar em casa. Contudo, alguns hábitos que já havia, tais como o hábito de realizar reuniões online, os modelos BIM de trabalho de colaborativo em plataformas online, e os softwares de comunicação entre equipas facilitaram esta transição.

Ultrapassadas as primeiras dificuldades de logística e organização, as dúvidas eram grandes: como reagiriam as equipas à desmobilização geográfica, quando havia prazos a cumprir de projetos tão importantes? Como nos manteríamos focados e unidos, com espírito de equipa?

Os desafios pessoais também são grandes, como gerir da melhor forma possível o equilíbrio entre o trabalho e a família? Como nos mantermos emocionalmente animados?

Fomos conversar com alguns dos colaboradores do GEG, e perguntamos como ultrapassaram as dificuldades e que dicas nos dão para nos mantermos focados e alinhados, tanto no trabalho como em casa.


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A primeira constatação é que:

“Não há comparação possível entre quem está em casa a trabalhar sem filhos ou quem está com filhos pequenos em casa.”

A diferença chega a ser gritante.

Uns voltam aos antigos hobbies e agendam um copinho de vinho e uma conversa online com os amigos para ajudar ao equilíbrio emocional; outros têm que arrumar brinquedos, lavar roupas e babetes, arrumar brinquedos, preparar refeições, imprimir trabalhos da escola,  fotografar trabalhos da escola, enviar trabalhos da escola e arrumar brinquedos.

Por outro lado, os pais trabalharam competências que com certeza ficarão para a vida toda – a capacidade de foco (assistir atentamente à reunião enquanto os filhos fazem uma tourada na sala); o multitasking (um telefonema ao chefe, enquanto se vai buscar o filho de um ano que está agarrado aos fios elétricos); ou a resiliência (aguentando heroicamente cada dia que passa) são alguns exemplos. E ao fim do dia, ao deitá-los, tão sossegadinhos, ainda é possível aperceberem-se que “As crianças ajudam-nos a focar no que é essencial na vida e obrigam-nos a manter no caminho certo. “ que não é mais do que uma visão estratégica da vida. 

“A gestão das equipas correu lindamente e os prazos foram cumpridos.”

No primeiro lockdown estavam a decorrer grandes projetos com prazos apertados. Repentinamente tivemos que ajustar a nossa forma de trabalhar. Utilizando meios tecnológicos que já estávamos habituados, promovendo as reuniões entre equipas através do Skype e também dando enfoque aos prazos a cumprir, com linguagem e objetivos claros, conseguiu-se com sucesso dar a resposta necessária. Esta metodologia foi facilmente mantida ao longo destes últimos meses.

 

A conclusão é que foi e é possível gerir equipas distribuídas geograficamente, cada um na sua casa (neste caso em particular).

Algumas pessoas gostaram da experiência de teletrabalho, outras nem por isso e preferiam retomar o trabalho em ambiente de escritório. Mas tanto umas como outras podem trabalhar em conjunto e porque não, sabendo isto, adaptarmos a nossa forma de trabalhar no futuro? Reduzindo as desvantagens inerentes às mobilizações pendulares, reduzindo a nossa pegada ecológica, mas mantendo ao mesmo tempo a eficácia e equilíbrio no trabalho?

 

Texto escrito por Raquel Campos e Matos com o contribuição de vários colegas.

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